5 Erros que Podem Gerar Processo Trabalhista no Contrato de Estágio

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Contratar estagiários é uma estratégia importante para desenvolver talentos e fortalecer equipes. No entanto, muitas empresas cometem falhas no cumprimento da Lei nº 11.788/2008, conhecida como Lei do Estágio, o que pode resultar em processo trabalhista e no reconhecimento de vínculo empregatício.

Diferentemente do que muitos gestores acreditam, o estágio não é apenas uma contratação simplificada. Ele exige regras específicas e cuidados formais. Quando essas exigências não são respeitadas, o risco jurídico aumenta significativamente.

Neste artigo, você vai conhecer os 5 erros mais comuns que podem gerar processo trabalhista no contrato de estágio e entender como evitá-los.

1. Não contratar o seguro estagiário obrigatório

O seguro contra acidentes pessoais é uma exigência expressa da Lei do Estágio. Toda empresa que contrata estagiário deve garantir cobertura para morte acidental e invalidez permanente, com valores compatíveis aos praticados no mercado.

A ausência do seguro estagiário pode descaracterizar o contrato de estágio, abrindo margem para que o estudante reivindique direitos trabalhistas como se fosse empregado formal.

Além disso, em caso de acidente, a empresa poderá responder civilmente pelos danos, arcando com indenizações elevadas.

Manter o seguro ativo durante todo o período do estágio é uma medida essencial de proteção jurídica.

2. Exigir atividades que não tenham relação com o curso

Outro erro comum é utilizar o estagiário como mão de obra comum, atribuindo tarefas que não possuem vínculo com sua formação acadêmica.

O estágio deve ter caráter educativo e complementar à formação do estudante. Quando as atividades não estão relacionadas ao curso ou não há acompanhamento pedagógico adequado, o contrato pode ser considerado irregular.

Essa descaracterização é um dos principais fundamentos utilizados em ações trabalhistas envolvendo estagiários.

3. Ultrapassar a carga horária permitida

A Lei 11.788/2008 estabelece limites claros de jornada:

  • Até 4 horas diárias e 20 semanais para estudantes do ensino fundamental e educação especial
  • Até 6 horas diárias e 30 semanais para ensino superior, técnico e médio

Exigir jornada superior ao permitido é infração legal e pode ser interpretado como desvio da finalidade do estágio.

Quando há controle de ponto semelhante ao de empregados e cobrança excessiva por metas e produtividade, o risco de reconhecimento de vínculo empregatício aumenta.

4. Não formalizar corretamente o Termo de Compromisso de Estágio

O Termo de Compromisso de Estágio (TCE) é o documento que formaliza a relação entre empresa, estudante e instituição de ensino.

Ele deve conter informações como:

  • Plano de atividades
  • Jornada de trabalho
  • Dados do seguro contra acidentes pessoais
  • Identificação do supervisor
  • Vigência do estágio

A ausência desse documento ou o preenchimento incorreto compromete a validade do estágio e pode gerar questionamentos jurídicos.

Sem o TCE adequado, o estágio perde sua base legal.

5. Falta de supervisão e acompanhamento

A legislação exige que o estagiário tenha um supervisor na empresa, com formação ou experiência na área de atuação, responsável por acompanhar e orientar as atividades.

Também é obrigatório o envio periódico de relatórios à instituição de ensino.

Quando não há supervisão efetiva, o estágio deixa de cumprir sua função educativa, podendo ser caracterizado como relação de emprego disfarçada.

Esse é um ponto frequentemente analisado em fiscalizações e ações trabalhistas.

Como evitar processos trabalhistas envolvendo estagiários

Para reduzir riscos jurídicos, a empresa deve:

  • Garantir a contratação do seguro estagiário obrigatório
  • Elaborar corretamente o Termo de Compromisso
  • Respeitar carga horária legal
  • Definir plano de atividades compatível com o curso
  • Manter supervisão formal e registros organizados

O seguro estagiário é um dos pilares da regularidade do contrato e funciona como proteção tanto para o estudante quanto para a organização.

Empresas que estruturam corretamente seus programas de estágio fortalecem sua reputação e evitam passivos trabalhistas.

Assim concluímos que

Erros no contrato de estágio podem gerar consequências financeiras e jurídicas relevantes, incluindo ações trabalhistas e pagamento de encargos retroativos.

Cumprir integralmente a Lei do Estágio, especialmente no que diz respeito ao seguro contra acidentes pessoais, é essencial para manter a empresa protegida.

Se você deseja garantir que seus contratos estejam regulares e contratar o seguro estagiário de forma simples, rápida e segura, entre em contato com a PASI. Nossa equipe está pronta para orientar sua empresa e oferecer a solução ideal para manter seu programa de estágio em total conformidade com a legislação.

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